Refuncionalização de fazendas de café a partir da atividade turística em Campinas (SP)

Couto, G. B., & Ferrão, A. M. de A. (2020). Refuncionalização de fazendas de café a partir da atividade turística em Campinas (SP). Terrae Didatica (Campinas/SP-BRA), v.16, e020023. [PDF]

Artigo publicado na revista TERRAE DIDATICA, em 2020

O turismo é uma atividade que interage com diferentes setores da sociedade, como cultura, esporte e meio ambiente. Isso o torna presente no cotidiano das pessoas, muitas vezes, sem que se perceba a sua importância. Entretanto, o turismo não possui um único modo de operação e acaba se apropriando de elementos utilizados por outros setores, como a agricultura, por exemplo. O presente trabalho tem como objetivo analisar alguns exemplos de fazendas de café que passaram por um processo de refuncionalização e se tornaram atrativos turísticos. Campinas faz parte de uma região muito importante na história da produção de café, particularmente em se tratando do período de expansão da cafeicultura no Brasil, guardando alguns elementos que mostram essa história. Há que se ressaltar que nem todas as fazendas de café passaram por um processo de refuncionalização. Além disso, dos exemplares que passaram por esse processo, nem todos tiveram sucesso, como é o caso da Fazenda Jambeiro. Conclui-se, portanto, que a refuncionalização das fazendas de café pelo turismo pode auxiliar no processo de preservação e conservação de tais locais, além de auxiliar na divulgação da história dos municípios que possuem um forte vínculo com o café e que, em geral não é reconhecido por seus próprios cidadãos.

No estado de SP (1890-1930): eletricidade, café e ferrovia

Nogueira, D. M. de A., & Ferrão, A. M. de A. (2015). Desenvolvimento urbano e territorial do estado de São Paulo a partir da implantação de usinas hidrelétricas integradas ao sistema espacial do café e ferrovia. Cidades (Presidente Prudente/SP-BRA), v.12, n.20, pp.254-280. [PDF]

Artigo publicado na revista Cidades, em 2015

O objetivo deste trabalho é analisar a relevância de um determinado componente do espaço na formação da paisagem paulista. Elegeu-se o advento da energia elétrica a partir da implantação de usinas hidrelétricas em diversas cidades do interior do estado como elemento formador da paisagem industrial do território paulista. Analisa-se os processos que a energia hidrelétrica desencadeia no território paulista e suas conseqüências. O período correspondente ao presente trabalho vai de 1890 a 1930, quando o estado de São Paulo dá início ao seu processo de industrialização, a economia cafeeira está no auge e é fundada a companhia de energia elétrica que fará a primeira usina hidrelétrica do estado de São Paulo; este panorama vai evoluindo até 1930; quando a economia cafeeira entra em crise e a indústria já está estabelecida. A construção de hidrelétricas após 1930 assume outro caráter: o das grandes hidrelétricas, encerrando o ciclo das pequenas centrais hidrelétricas. A configuração das cidades muda conforme há mais disponibilidade de “melhorias urbanas”, sendo que muitas delas eram movidas a eletricidade. As nascentes indústrias também vão ocupando o espaço entre a ferrovia e a energia, criando novos bairros e centralidades. A implantação de tamanha quantidade de hidrelétricas, num período de tempo relativamente curto e num único sítio constitui um empreendimento arrojado e bem sucedido, caso único no mundo.

Labor & Engenho

Labor & Engenho

ISSN : 2176-8846

Missão: Difundir a engenharia e a ciência aplicadas ao desenvolvimento regional sustentável, valorizando o trabalho (labor) e a inovação (engenho) resultantes da pesquisa acadêmica ou da experiência profissional, destacando processos produtivos ou culturais que integram sistemas hídricos e territoriais, promovendo a sustentabilidade desses processos e sistemas a partir da conservação do patrimônio e da paisagem visando o desenvolvimento local, disponibilizando conhecimentos específicos sobre o planejamento urbano e rural, ordenamento do território e gestão das águas (sistema cidade-campo), a gestão integrada de uma bacia hidrográfica, dos seus recursos hídricos e territoriais através da publicação de artigos técnico-científicos que procuram reconhecer numa determinada região os seus valores locais como recursos para o desenvolvimento sustentável.

Objetivos: Publicar artigos de excelente qualidade, submetidos e acessados sem custos para autores e leitores, no idioma original (1 dos 5 aceitos pela revista: português, espanhol, inglês, francês ou italiano), integrando as áreas da engenharia para o ordenamento territorial e o desenvolvimento local e regional sustentável.

Público alvo: Técnicos, Cientistas, Acadêmicos, Professores, Estudantes, Cidadãos. Gestores e Membros da Administração Pública, Dirigentes de Empresas e de Organizações Sociais, Profissionais e Pesquisadores das Áreas de atuação da Labor & Engenho.

Temas de interesse da Labor & Engenho:
  • Desenvolvimento local sustentável
    Planejamento urbano e regional
    Arquitetura e urbanismo
    Ordenamento Territorial
    RRD, resiliência e sustentabilidade
    Gestão integrada de bacias hidrográficas
    Engenharia (civil, sanitária, urbana, ambiental)
    Ensino e História de Ciências Naturais e Tecnológicas
    Ciências Ambientais, Turismo, Economia e Administração

O Editorial de cada número da Labor & Engenho será escrito por pelo menos um de seus Editores Associados ou pelo Editor-chefe. O Texto poderá assumir o caráter de uma Apresentação do número, ou da Temática, ou de cada um dos autores a critério dos Editores. O Texto livre acompanhará a Ficha Catalográfica e os créditos correspondentes aos Comitês Cientifico e Editorial do respectivo número.

Para publicar na Labor & Engenho:
  • Análise do artigo pelo software cross sheck para averiguação de semelhanças.
  • Pareceres de ao menos dois membros do Conselho Editorial da revista ou de avaliadores convidados pela Comissão Editorial.
  • Os procedimentos adotados pelo periódico para análise e aprovação de originais atendem as normas internacionalmente consagradas: avaliação cega por pares, reforçando impessoalidade, rigor científico e adequação editorial.
  • Pareceristas recebem originais anônimos para análise, ao passo que os autores têm no final do processo, acesso às avaliações de seus textos, também sem a identificação dos pares.
  • Na distribuição dos originais aos avaliadores serão evitadas situações de conflito de interesse ou outras que prejudiquem a análise competente e justa dos textos.

A revista Labor & Engenho oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

A Labor & Engenho propõe-se a promover a participação de Autores e Leitores do Mundo todo por meio de 5 idiomas: Português (Brasil), Espanhol, Inglês, Francês, Italiano. A submissão de artigos em qualquer um desses 5 idiomas é livre e gratuita, assim como o acesso e o “download” de todos os artigos publicados no idioma original pela Labor & Engenho.

A bacia hidrográfica como unidade de planejamento regional

Ferrão, A. M. de A., & Pozzer, C. E. (2018). O ordenamento territorial no entorno do Lago de Furnas em Minas Gerais: a bacia hidrográfica como unidade de planejamento regional. Revista de Geografia e Ordenamento do Território (Porto/POR), v.13, pp.147-176. [PDF]


Olá Pessoal. Em 2018 publicamos um artigo — eu e o meu colega, Prof. Dr. Carlos Eduardo Pozzer — intitulado “O ordenamento territorial no entorno do Lago de Furnas em Minas Gerais: a bacia hidrográfica como unidade de planejamento regional”, na Revista de Geografia e Ordenamento do Território, editada pelo prestigioso “Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território” [CEGOT], localizado na cidade do Porto, em Portugal. Nesta postagem você pode ler o Resumo e o Abstract, bem como ter acesso ao link para o PDF do Artigo completo. Espero que apreciem.

O ordenamento territorial no entorno do Lago de Furnas em Minas Gerais: a bacia hidrográfica como unidade de planejamento regional
RESUMO

No contexto brasileiro o ordenamento territorial se apresenta como um conceito em processo de construção que ainda não foi devidamente assimilado e experimentado como uma estratégia de planejamento do território nacional. A proposta governamental de implantação de uma Política Nacional de Ordenamento Territorial ainda não se concretizou. Por outro lado, o ordenamento territorial entendido como estratégia de planejamento que extrapola os limites administrativos dos municípios e estados brasileiros pode ser identificado em experiências específicas que se desenvolveram no território nacional nas últimas décadas. O trabalho desenvolve uma análise sobre as experiências de planejamento no entorno do Lago de Furnas em Minas Gerais reconhecendo-as como estratégias referenciais para o planejamento do território dos pequenos e médios municípios brasileiros.

Palavras-chave: Ordenamento Territorial, Lago de Furnas, Bacia Hidrográfica, Plano Diretor.

The territorial planning around Furnas Lake in Minas Gerais: the watershed as a regional planning unit
ABSTRACT

In the Brazilian context territorial management is presented as a concept in the construction process that has not been properly assimilated and experienced as a country planning strategy. The government proposal for the implementation of a National Territorial Management Policy has not yet materialized. On the other hand, territorial management understood as a planning strategy that goes beyond the administrative limits of the Brazilian cities and its states can be identified in specific experiences that have developed in the national territory in the last decades. The paper develops an analysis of the planning experiences in the surroundings of Furnas Lake in Minas Gerais, recognizing them as referential strategies for planning the territory of small and medium Brazilian cities.

Keywords: Territorial Planning, Furnas Lake, Watershed, Master Plan.

Artigo publicado em 2016 na revista A&P [ARG]

Ferrão, A. M. de A. (2016). El escenario de los grandes complejos agroindustriales-comerciales: el caso de los sistemas territoriales integrados a la producción de café en Brasil. A&P Continuidad (Rosario/ARG), v.3, n.5, pp. 114-133. [PDF]


Olá Pessoal, em 2016 eu publiquei um artigo na revista A&P Continuidad, editada pela “Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño” da “Universidad Nacional de Rosario”, localizada em Rosario [Santa Fe] Argentina. Nesta postagem vcs podem ler o Resumo do artigo e acessar o link para obter o PDF completo. Espero que apreciem.

Resumen en Español

Investigadores y administradores públicos de diversos países del mundo han enfocado los sistemas territoriales rurales como un campo de estudio absolutamente fundamental para el desarrollo sustentable de las regiones donde fueron implantados grandes complejos agroindustriales-comerciales. En Brasil, esta percepción académica y político-administrativa es relativamente reciente, habiéndose intensificado a partir de la década del 90. Desde entonces estudiamos los reflejos de tales sistemas sobre la arquitectura y el escenario de los complejos productivos agroindustriales-comerciales, tomando particularmente el caso del complejo del café en São Paulo como objeto de investigación y campo transdisciplinar.

En cuanto a los sistemas territoriales integrados a la producción del café en Brasil, el escenario resultante se transforma de acuerdo con los cambios del contexto de la economía globalizada y de la agricultura brasileña de alta performance, particularmente tratándose del agronegocio del café, cuya dinámica promueve transformaciones significativas en el escenario correspondiente, reflejando adaptaciones en los subsistemas espaciales especializados, notoriamente en los sistemas territoriales rurales, pero también en los sistemas urbanos de las regiones productoras.

Palabras clave: sistemas territoriales urbanos, agribusiness, café, Brasil.

Abstract in English

Researchers and public administration officers from different countries have focused on rural territorial systems as an essential field of study dealing with the sustainable development of regions which have important trade and agroindustrial complexes. In Brazil, this relatively recent academic, political and administrative view has been reinforced since the 1990s. The effects of such systems on architecture and the environment shaped by this kind of complexes have been studied. Sao Paulo’s coffee complex has particularly become both a research object and a transdisciplinary field.

Global economy changes and high-performance Brazilian agriculture influence are reflected on territorial systems involved in Brazilian coffee production which, in turn, has a dynamics that encourages significant changes and gives rise to specialized space subsystem adjustments. This can be found not only in rural territorial systems but also in urban systems developed in agricultural regions.

Key words: urban territorial systems, agribusiness, coffee, Brazil.

Três dinâmicas astrais

Hoje de manhã saímos de Campos do Jordão [SP] e fomos para Gonçalves [MG] pela estrada que passa pela Pedra do Baú e chega a São Bento do Sapucaí [SP]. Três cidades… três dinâmicas astrais diferentes tendo um mesmo cenário em comum: as montanhas da serra da Mantiqueira. Coisa linda! Antes de sairmos para Gonçalves, deixamos a Mari na rodoviária de Campos do Jordão para que ela tomasse o ônibus para São Paulo, já que ela tinha que participar de uma reunião da Diretoria do Centro Acadêmico 11 de Agosto. O trajeto até Gonçalves foi bastante tranquilo, pois a estrada estava vazia… a paisagem – como sempre – maravilhosa! Coisa linda (como eu já disse)!! Falei das 3 dinâmicas astrais porque realmente foi o que senti. Não quero comparar o astral em cada uma dessas 3 cidades, porque a seu modo cada uma tem muito a oferecer… Coisa linda (3 vezes)!!! Ao chegar em Gonçalves entrei “numas” de observar a natureza mais de perto… especialmente as plantas do bosque em que eu resolvi caminhar. Sutilezas e detalhes que só mesmo quando diminuímos o ritmo do nosso dia-a-dia é que conseguimos perceber… Muito jóia! O dia passou moroso… arrastado… gostoso… como ocorre sempre que me encontro em Gonçalves. Eh Minas Gerais! De volta a Campos do Jordão, aproveitando o início de mais uma noite chuvosa do verão na Mantiqueira, ficou-me a certeza de que as diferentes dinâmicas astrais só podem ser apreciadas quando o nosso astral está elevado… quero dizer, em nível elevado… ou seja: – quando estamos de alto astral! É isso. Bom fim de semana a todos.

Mais um Fim de Semana na Montanha

Dessa vez fomos a Gonçalves [MG] e a Campos do Jordão [SP]. Para chegar em Gonçalves, saímos de Campinas pela D.Pedro até Atibaia, onde pegamos a Fernão Dias… punk ! Cheia de caminhões, principalmente no trecho entre Camanducaia e Cambuí. Ao chegar em Cambuí, a tensão acabou e passamos a desfrutar o passeio apreciando a maravilhosa paisagem rural da região… 30 e poucos km até Gonçalves… maravilha !!! Depois… Campos do Jordão. Voltamos neste domingo para Campinas… pela Carvalho Pinto e depois a D.Pedro. Um roteiro bem bacana !